Após informação noticiada primeiramente pela Itatiaia na tarde do domingo (4/2), de que o diretor do Galo Rodrigo Caetano teria aceitado  e confirmado o convite da CBF para o cargo executivo da entidade, o Atlético começa a semana pensando na transição. E trabalhando mais fortemente nos possíveis substitutos do gestor.
Na “mesa” da cúpula atleticana, os nomes são escassos, alguns surgem naturalmente, uns têm certa rejeição, outros compõe o cenário. O FG listou possíveis candidatos ao posto apurados nos últimos dias e fez um breve resumo das respectivas carreiras, vejamos:

Bem cotados

1 – Leonardo (54), além de um atleta vitorioso, campeão do mundo em 1994 , Léo no Milan passou de dirigente a treinador de 2002 a 2009. Passou também pela Inter, PSG, Antalyaspor. Em 2018, retornou ao Milan e em seguida, em 2019, voltou ao PSG e o clube francês o demitiu em 2022.
Seu grande fluxo internacional é um predicado importante para negociações. Atleta, treinador e diretor, não falta lastro na história do carioca. Há quem diga que o Atlético pode procurá-lo nos próximos dias.
2 – Paulo Bracks (42) – Formado em direito e especialista em direito esportivo. Ocupou o cargo de diretor executivo do América-MG desde maio de 2019, onde começou como diretor das categorias de base em janeiro do ano anterior.
Paulo atuou na suprema corte do futebol (STJD) entre 2008 e 2014. Depois, coordenou a área de competições da Federação Mineira de Futebol até 2017. Em 2016, formou-se no curso da CBF de gestão esportiva e também virou professor da entidade. Bracks passou pelo Inter em 2020, fez a maior venda do clube gaúcho ao Zenit da Rússia por 25 milhões de euros. No entanto, em campo os resultados diretos não foram os melhores, mas com a base há quem diga que foi muito importante, assim como no América. Por fim, no Vasco teve atuação considerada ruim na proporcionalidade resultados x investimentos e deixou o clube no fim de 2023. É considerado de bom trato interpessoal.

Ex-CBF

3 – Juninho Paulista (50) – Revelado no Ituano no começo dos anos 1990, Juninho encerrou a carreira como jogador em 2010 no Galo de Itu e foi gestor do clube de 2009 a 2019. Ao receber o convite da CBF, ocupou o cargo de diretor de desenvolvimento do futebol e coordenador da seleção brasileira até janeiro de 2023. Em setembro do mesmo ano, Juninho retornou ao Ituano.O currículo do paulista é de extremos, do Ituano à Seleção, mas está entre os nomes lembrados para substituir Rodrigo Caetano.

Paulo Bracks trabalhou no Vasco e é um dos nomes cotados para a vaga de Rodrigo Caetano – Foto: Reprodução/Vasco TV

Outros nomes para o Galo

Na tal lista de “possíveis” substitutos ao cargo executivo de futebol do Atlético, ainda são lembrados Klaus Câmara e João Paulo Sampaio (base do Palmeiras).
4 – Klaus Câmara (47) – Graduado em educação física, pós-graduado em gestão e marketing esportivo, Klauss, antes do Grêmio passou por outras equipes, como Cruzeiro, Fluminense, Sport, Athletico-PR e Figueirense. Atualmente, o Mineiro de Muriaé está empregado no Santa Clara de Portugal, é líder da segunda divisão do campeonato português. Na lista, mas correndo por fora.
5 – João Paulo Sampaio (47) – O homem revolução da base Alviverde, o “craque da base”
Atual coordenador das categorias de base do Palmeiras, recentemente, recusou uma proposta do Corinthians, feita pelo atual presidente Augusto Mello, para o cargo de diretor executivo. O nome de João ficou em evidência por fazer uma “revolução” nas revelações do Palmeiras.
JP chegou ao Palmeiras em março de 2015, após trabalho brilhante no Vitória. Mais que isso, entre os muitos nomes descobertos pelo gestor, aparecem o atacante Endrick, vendido ao Real Madrid, e o meia-atacante Estêvão, destaque da seleção brasileira sub-17 e já pretendido por gigantes europeus. Nos últimos anos, foi assediado por vários clubes, inclusive para substituir Paulo Bracks no Inter em 2022, no entanto, negou todas as investidas e preferiu ficar no Palmeiras.Valorizado por gerar números absurdos de revelação e vendas com cifras bilionárias, JP é desejado por muitos, mas tirá-lo do Palmeiras não será tarefa fácil. João acredita em projetos consistentes e propostas maiores já refutou. De qualquer forma, é um nome bem visto pelo Atlético que precisa fazer “funcionar” a base.

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