Em rápida entrevista coletiva realizada em São Januário, o Presidente Alexandre Campello pediu aos candidatos à presidência e ao presidente da Assembleia Geral, Faués Mussa, que sentem e conversem para trazer paz ao clube, falou sobre a possibilidade de uma terceira eleição e também sobre as chances da contratação de Benítez. Além disso, deixou claro que, como presidente administrativo, acatará a decisão da Justiça quanto ao pleito que será validado. Poucas horas antes da entrevista, Campello havia publicado uma carta aberta aos torcedores.

O atual presidente disse que a turbulência acerca da política causa problemas no elenco e também no clube, pois traz incertezas quanto ao futuro dos profissionais. Ele pediu que os candidatos pensem nisso enquanto a Justiça não decide o próximo presidente.

“Vou pedir para os candidatos que façam uma reflexão em relação a todo esse processo, toda essa judicialização. Faz o Vasco sangrar. Tem impacto especialmente no futebol. A Assembleia, seja lá qual for, elege o presidente para o próximo triênio. E o mandato desse presidente só se inicia da segunda quinzena de janeiro de 2021. O Vasco não vai ser tomado de assalto em novembro. Essas pessoas precisam entender que a vida do Vasco está em jogo. O os objetivos do Vasco estão em jogo. Tivemos um período ruim no futebol, o time passou a apresentar uma melhora no seu padrão. Dizer que acabou a vagabundagem é uma afronta. Se o Vasco conseguiu chegar até aqui, se deve a duas coisas: à sua torcida é à força e dedicação de seus funcionários, que não merecem ser tratados dessa maneira. Então eu peço aos candidatos que cheguem a um consenso e coloquem o Vasco em primeiro lugar. Vou passar o cargo com toda isenção, toda transparência. Dá melhor maneira possível para quem a justiça decidir. Mas o Vasco não será tomado de assalto. O Vasco tem um presidente até o dia 15 de janeiro”

No único momento em que falou sobre futebol, Martín Benítez foi o assunto. Perguntado se o jogador vai ser contratado em definitivo ou não, o que estava próximo de ser acertado antes da eleição, Campello debochou de Leven Siano e citou dificuldades. Ele também disse que alguns jogadores cujos vínculos se encerram em dezembro deste ano estão acertados para renovar o contrato.

“Última notícia que eu tenho é que o outro candidato já contratou. Difícil você caminhar com uma proposta como essa diante de uma situação tão turbulenta. Não vejo possibilidade de resolver isso a curto prazo. Temos até o fim de dezembro. Acho que vai depender muito da decisão da eleição. Sobre jogadores em fim de contrato, temos alguns já encaminhados, mas não posso revelar os nomes em respeito aos jogadores”

Veja outros pontos da coletiva de Alexandre Campello:

Processo eleitoral

“(Guerra de liminares) Causa desequilíbrio no processo eleitoral. Um dos grupos tinha conhecimento dessa decisão doa dia 6 e se preparou muito bem para o processo. Os outros grupos não tiveram tempo. Durante esse processo a decisão de manter a convocação pro dia 7 foi suspensa. No outro sábado, uma nova Assembleia, dessa vez online. Um dos candidatos consegue uma nova decisão liminar que mantém a assembleia do dia 7. O que temos hoje? Uma decisão que deixa de pé a Assembleia do dia 7. Isso não quer dizer que o procedimento seja legitimada. Isso será fruto de discussões. Quero esclarecer de uma vez por todas: a diretoria administrativa do Vasco vai acatar o que for decidido pela Justiça. Hoje não temos uma definição a não ser de que a convocação da Assembleia do dia 7 é a que tem valor, está de pé.”

Críticas a Leven Siano

“Aí vem um candidato, numa bravata, “fanfarronice”, critica jogador, diz que vai trazer esse ou aquele reforço. Será que essas pessoas não pensam no impacto que isso provoca dentro da nossa equipe? É preciso ter responsabilidade com o Vasco. Essas pessoas precisam pensar na instituição. É isso que se espera de um presidente de um clube”

Duas atas protocoladas

“Tiveram duas atas (AGO do dia 7 e AGO do dia 14). As duas foram protocoladas, mas, como eu disse, cabe à Justiça entender quem de fato venceu a eleição. No momento a Assembleia que está valendo é a do dia 7, isso não significa que os atos que foram praticados têm validade. Eles estão sendo motivo de contestação. Às 20h da noite (do dia 7) recebemos uma liminar que suspendia a decisão que ratificada a Assembleia. Naquele momento se pensou em parar, até porque a partir dali nada daquilo teria valor. O presidente se retirou, o VP assumiu a mesa diretora e eles entenderam que deveria dar prosseguimento, embora muitos tinham ido embora. A partir dali os sócios só precisavam assinar e colocar o voto na urna. O VP Alcides Martins garantiu a todos os candidatos que não seria feita a contagem dos votos e que as urnas seriam acauteladas. Eu fui surpreendido que tenha se feito a apuração desses votos. Me parece que na carta do dr Alcides Martins ele diz que eu já tinha me retirado e não teria como acautelar. Lamento dizer que não é a verdade. Nossos funcionários estavam aqui até o final. Obviamente que isso será fruto de contestação, como está sendo. O fato de a assembleia estar valendo não quer dizer que o produto dessa assembleia não seja passível de contestação. Não cabe a mim julgar. Repito: vou acatar as decisões judiciais.”

 

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