O recado da maioria esmagadora da torcida do Vasco foi dado neste sábado (19), com o comparecimento em treino aberto em São Januário. O clube, que vive mais dúvidas do que certezas há duas décadas, tem planos ambiciosos e depende exclusivamente da parceria com a 777 Partners para concretizá-los. Em jogo, um futuro melhor para o Cruz-Maltino que passa necessariamente pelo rompimento com aqueles que se julgam donos da instituição.

Torcedores estiveram presentes em São Januário, na manhã deste sábado – Rafael Ribeiro / Vasco

A venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), caso seja confirmada, não chegará a encerrar o turbilhão político de São Januário. Contudo, os novos tempos prometidos na Colina certamente reduzirão o círculo vicioso (e por que não dizer o circo?) que se acostumou, não após ano, a fazer o clube sangrar.

Escândalos como a da “urna sete”, eleições com apuração dos votos às escuras sem a presença de todas as chapas e o constante embate político com personagens tóxicos na luta pelo poder são máculas inseridas no histórico de um Vasco que parou no tempo e foi afundado em águas profundas.

Em meio ao sofrimento renovado a cada temporada iniciada, os torcedores não cansam de acenar com sinais de engajamento. Sempre que convocados, desfilam sem ressalvas o gigantesco amor pela Cruz de Malta. Neste cenário, o discurso de Joshua Wanders ganhou a torcida. O investidor prometeu que o Clássico dos Milhões deste domingo (20) será o último duelo que o clube estará em “desvantagem financeira” em relação ao rival.

Com um dono, o futebol do Vasco terá a oportunidade de ressurgir das cinzas, visto que não mais ficará refém de aprovações e conchavos políticos. A inserção de gestores, desde que profissionais e competentes, possibilitará a aplicação de uma mentalidade que esteja à altura do tamanho da história do clube de São Januário.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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