Com ou sem VAR, o São Paulo é o responsável pelas noites mais mal dormidas de Abel Ferreira em sua passagem no Brasil. Ao contabilizarmos este último clássico (derrota do Palmeiras por 3 a 1 no primeiro jogo da final do Paulistão) no Morumbi, ele acumula quatro derrotas, com outros quatro empates e apenas duas vitórias.

No duelo com Rogério Ceni, o retrospecto também é desfavorável: quatro derrotas (duas quando o atual comandante tricolor estava no Flamengo), um empate e apenas um triunfo do treinador português, o jogo da fase de grupos do Estadual desta temporada.

Dupla de zaga palmeirense busca frear o argentino Calleri, no Morumbi – Cesar Greco / Palmeiras

Os 3 a 0 parciais a favor do São Paulo apontavam até então a pior derrota de Abel pelo Verdão. O gol de Veiga desfigurou tal marca, mas não impediu a perda da invencibilidade no Paulistão. Dono da melhor campanha geral, o time alviverde esteve praticamente irreconhecível nos primeiros 90 minutos da final.

Em noite de aplicação tática, intensidade e disposição física, os donos da casa foram bastante convincentes e passaram o trator no rival, apesar da atuação decisiva do árbitro de vídeo, com um pênalti contestável – a bola bateu na mão de Marcos Rocha, que estava de costas e com os braços colados no corpo. Errado ou não, esse é um risco que Abel corre ao adotar uma postura altamente defensiva durante o jogo.

A partir dali, a disparidade entre as equipes ficou ainda maior. Na etapa final, o Palmeiras ainda reclamou de um pênalti não marcado a seu a favor e do terceiro gol de Calleri depois de um puxão em Murilo.

O sistema defensivo montado por Ceni levou Raphael Veiga a ser pouco participativo, enquanto Dudu e Rony foram muito bem marcados. No ataque tricolor, o argentino não deu sossego a Gomez e Murilo. Quando sua equipe perdia a bola, a estratégia repetia o que muitas vezes o próprio Palmeiras costuma executar: parar as jogadas, no máximo até o meio de campo.

Na batalha pelo povoamento do setor, Jailson não conseguiu substituir à altura o lesionado Danilo. Com isso, o São Paulo manteve a posse de bola e soube se aproveitar de um adversário apático, explorando a velocidade de seus jogadores, inclusive dos reservas acionados por Ceni.

O confronto só não foi decidido no jogo de ida da final porque o Verdão conseguiu o gol de honra e, assim, manteve a esperança para mudar o cenário desfavorável no duelo de volta no Allianz Parque.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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