O Botafogo de John Textor, de Luís Castro e da empolgada torcida parece ter perdido o rumo. A sequência de um ponto em 15 disputados no Campeonato Brasileiro destroçou o time e o entusiasmo dos alvinegros, agora preocupados com o risco de voltar à Série B.

Afinal, nos dois últimos jogos em casa, foram duas derrotas para equipes que estão muito longe de brigar por posições mais nobres na tabela: Goiás e Avaí. E o pior: com o Glorioso mostrando fragilidades absurdas, quase amadoras.

E, entre os dois jogos, ainda teve a vergonhosa goleada de 4 a 0 para o Palmeiras, em São Paulo, sem que o Botafogo conseguisse mostrar uma organização mínima em campo. Vexatório. A exemplo do que ocorria em 2020, de umas rodadas para cá, a equipe se desintegra ao sofrer o primeiro gol.

O trabalho de Luís Castro parece que vem se esfarelando à medida em que as rodadas do Brasileiro avançam. O treinador português não consegue achar os nomes ideais, principalmente no setor de meio-campo. Troca seis por meia-dúzia, meia-dúzia por seis e… nada! Muito pouco para quem chegou ao clube com o prestígio lá em cima.

Dizer que está na hora de o time reagir é chover no molhado. Há claros problemas no elenco. Afinal, o volante Patrick de Paula, a contratação mais cara na história do clube, nem é lembrado para jogar. É preciso explicar por que perdeu espaço para atletas que também nada rendem e que recebem chances e mais chances a cada rodada.

Há muito tempo para recuperação, é óbvio, mas a teimosia no futebol costuma custar muito caro. Que a nova direção do Botafogo não se perca na bobagem de achar que, com dinheiro, tudo se resolve e a qualquer tempo. Nem aqui, nem em Portugal, nem nos Estados Unidos. Que fique atenta e de olhos abertos. A empáfia e o conformismo são grandes amigos do fracasso.

*Este texto não reflete, necessariamente a opinião do Jogada10

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