O bom começo do técnico Fernando Diniz no Fluminense parece ter acalmado a torcida e dado confiança aos jogadores. O time conseguiu duas importantes vitórias – sobre Junior Barranquilla e Vila Nova – e um empate, diante do Palmeiras, no Allianz Parque. O curioso é quanto o calendário dificulta o trabalho do treinador. Foram três partidas em uma semana por três competições diferentes: Copa Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

No campo de jogo, Diniz mostra o conhecido estilo da bola bem trabalhada desde a saída com o goleiro, sem chutões, mas com uma atenção maior ao setor defensivo, um dos principais alvos das críticas que sempre enfrentou. E, agora, uma clara preocupação com o resultado.

No Tricolor, o início promissor serve para trazer o apoio dos torcedores, que ficaram divididos quando do anúncio do seu retorno ao clube das Laranjeiras. Afinal, a primeira passagem de Fernando Diniz por lá não foi das melhores, mesmo com o treinador tendo também visto o time fazer bons jogos no começo.

Se Diniz vence resistências no Fluminense, não é possível dizer o mesmo em relação a Paulo Sousa no Flamengo. O técnico é vaiado sistematicamente e não consegue que a equipe apresente um futebol consistente. Há uma doentia saudade dos torcedores de Jorge Jesus, que faz questão de alimentar essa situação.

A certeza é que Paulo Sousa precisa com urgência dos resultados. E não só: a torcida do Flamengo exige atuações convincentes. Se o time continuar tropeçando, a pressão, que já é enorme, se tornará insuportável. E, quando a galera exige em coro, são raríssimos os cartolas que se fazem de surdos.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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