Gabigol aceitou pagar 100 salários mínimos de multa – R$ 110 mil – para se livrar do processo por ter desrespeitado o distanciamento social. Para quem não lembra, em 14 de março, o artilheiro do Flamengo foi flagrado numa operação policial escondido sob uma mesa num cassino clandestino, em São Paulo. E, à época, alegou que pensava estar num restaurante.

O exemplo foi dos piores, sobretudo por se tratar de um enorme ídolo do futebol nacional. Mas logo aceitou o acordo proposto pelo Ministério Público de São Paulo, coçou o bolso e… pronto. Tudo certo, na linha do pagou, resolveu. Claro que o dinheiro será doado ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, vai ajudar quem precisa, mas, desculpe, é um estímulo à irresponsabilidade.

Os jogadores de futebol precisam ter a noção de que não jogam apenas nas quatro linhas. Eles recebem dinheiro do clube por uso da imagem, não por prejuízo. Além disso, são idolatrados por crianças, imitados, são exemplos. Esse, queira Gabigol ou não, é um ônus da carreira. Está no preço de cada bola na rede, título conquistado, contrato renovado.

Claro que o jogador de futebol tem todo o direito de viver com liberdade, de curtir a folga, de ser respeitado nas derrotas, de levar a vida como qualquer um de nós, mas sempre com responsabilidade, a mesma que se exige de qualquer cidadão brasileiro. Não dá para confiar na quantidade de dinheiro que se carrega na carteira, ou na famosa carteirada… ou pelo menos não deveria dar!

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