O Flamengo pode retomar o caminho das ilusões na terça-feira, diante da LDU, graças à vitória de 3 a 0 sobre o Volta Redonda, na primeira das semifinais do Estadual, que dá boa vantagem para a partida da volta, dia 8. A seguir, o desgaste: viagem longa, altitude, piso de material sintético, e o time do Equador, que é o melhor do seu grupo na Libertadores.

Nada que fugisse ao habitual, ao longo do primeiro tempo: o Flamengo criando muitas oportunidades, e falhando com frequência na defesa, oferecendo pelo menos duas delas ao adversário. E o resultado de 0 a 0, diante de tantos erros nas conclusões. Três, digamos, detalhes: Éverton Ribeiro perdendo chances incríveis, Pedro convencido que é o Tostão da Copa de 1970, e as bolas lançadas por Luciano Naninho, o mais eficiente de todos os apoiadores que estavam em campo, o que é suficiente para avaliar a mediocridade dos reservas rubro-negros.

O Volta Redonda, no entanto, tinha dois problemas. Seu time é, na prática, e de qualquer forma, inferior sob o aspecto técnico. E precisava vencer, pois o Flamengo joga as semifinais por dois resultados iguais. Logo, jogando em casa, começou com solto, com maior confiança para fugir à retranca, e tomou dois gols nos oito primeiros minutos do segundo tempo, pois sua retaguarda, desprotegida, se deixou surpreender. Pedro esqueceu Tostão e fez o simples. E Michael, o homem que deu os passes, é aquele brasileiro comum, que passa a existência apanhando da vida, mas não desiste. Luta tanto que vez por outra consegue uma breve alegria. Mas seria uma injustiça esquecer a bela atuação de Diego Alves, que segurou tudo, deixando no torcedor a certeza de que Hugo Souza não entrará em campo.

No fim, Arrascaeta humilhou a bola e deu a Pedro o terceiro gol do centroavante. Restará orar para que Rogério Ceni não descarte a próxima partida do Estadual, lançando aquele catadão que andou jogando no campeonato, pois no futebol tudo é possível. A propósito, o Flamengo não terá problemas para passar para a segunda fase da Libertadores. Com o futebol atual, porém, não irá muito além. Mas não custa sonhar que todo jogador rubro-negro fosse o Arrascaeta.

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