A Fifa decidiu encerrar nesta sexta-feira (10) o processo contra a Federação Equatoriana de Futebol (FEF). Após avaliar as denúncias feitas pela Federação Chilena de Futebol (ANFP) sobre uso de documentação falsa do lateral-direito Byron Castillo, o Comitê Disciplinar da Fifa entendeu que não houve irregularidade e manteve a vaga do Equador na Copa do Mundo de 2022. Cabe recurso no Comitê de Apelação.

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Byron Castillo virou o pivô da polêmica que quase custou a vaga do Equador na Copa do Mundo de 2022 – Alberto Valdes – Pool/Getty Images

O caso ainda cabe recurso no Comitê de Apelação da Fifa, e a ANFP promete recorrer. O Chile protestou e pediu que o Equador perdesse quatro pontos na classificação das Eliminatórias da América do Sul – o que renderia uma vaga para os chilenos no Mundial do Qatar. Por outro lado, os equatorianos se defenderam apresentando os registros oficiais do atleta, que mostram que ele nasceu em 1998, em General Villamil, Equador.

Entenda o caso

A nacionalidade de Byron Castillo foi o motivo da denúncia dos chilenos. A Federação Chilena de Futebol (ANFP) entrou com uma ação em maio, junto à Fifa, alegando que o lateral-direito era colombiano e que houve o uso de certidão de nascimento falsa, além de falsa declaração de idade e nacionalidade. Os advogados apresentaram certidões de nascimento e de batismo do atleta registradas em Tumaco, na Colômbia, em 1995.

Byron Castillo é natural de General Villamil, cidade litorânea do Equador. Entretanto, o Chile acredita que o jogador nasceu em outra região, em Tumaco, na Colômbia. As duas regiões ficam no Oceano Pacífico, divididas por uma fronteira. Sua nacionalidade é motivo de discussão há muitos anos. Em 2015, quando tinha 16 anos, foi devolvido pelo Emelec ao Norte América por não ser aprovado nos exames legais. Ele também ficou de fora do Sul-Americano Sub-20 de 2017 por inconsistência nos documentos.

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