A 28ª rodada do Campeonato Brasileiro irá proporcionar ao Fluminense reencontrar um adversário, que o eliminou da competição há 32 anos. A realidade do Bragantino é bem diferente, com a troca de escudo e cores com a chegada da SAF. No entanto, o atual elenco tem feito uma campanha consistente e ocupa a segunda colocação, com 49 pontos. O Tricolor, por sua vez, está em nono, com 42, e não venceu nas últimas três rodadas, deixando o G6.

Naquela época, o regulamento do campeonato era bem diferente. A primeira fase era disputada por pontos corridos, em turno único. Sendo assim, os quatro melhores avançavam para o mata-mata. Com isso, Bragantino e Fluminense terminaram em 2º e 3º, respectivamente, e se cruzaram nas semifinais da competição nacional. São Paulo (1º) e Atlético-MG (4º) completaram as vagas e mediram forças no outro lado da chave.

Franklin marcou na ida e na volta e consolidou a classificação do Bragantino para a final do Brasileirão 1991 – Reprodução

O carioca Gilson Nunes era o comandante do Tricolor, que contava com estrelas da época: Ézio e Bobô, campeão brasileiro com o Bahia em 88. Além disso, tinha uma forte dupla de zaga com Alexandre Torres, filho do eterno capitão do tri, Carlos Alberto Torres, assim como Ricardo Pinto no gol.

Do outro lado, o Massa Bruta tinha a espinha dorsal que surpreendeu ao conquistar o Paulistão no ano anterior, sobre o Novorizontino. Sob o comando de Carlos Alberto Parreira, que três anos depois tiraria o Brasil da fila, Mauro Silva, Alberto, Mazinho Oliveira e Gil Baiano eram os destaques.

Algoz bem conhecido

Quis o destino que o principal jogador da semifinal fosse justamente um jogador revelado pelo futsal do Fluminense na década anterior. O sonho de atuar entre os profissionais do time de Laranjeiras durou pouco, e foi no Massa Bruta que o jogador calou o Maracanã. Na partida de ida das semifinais, fez o gol que deu a vantagem ao time de Bragança Paulista.

Na volta, no Marcelo Stéfani, o artilheiro Ézio abriu o placar e encheu a torcida tricolor de esperança. Mas para a surpresa do mundo do futebol, Franklin voltou a marcar. Ricardo Pinto deu rebote na cobrança de falta, e Luís Miller acertou o travessão. No rebote, o algoz deu o golpe de misericórdia e carimbou a vaga.

Na decisão, o Bragantino teve pela frente o São Paulo, do eterno Telê Santana, outro ídolo tricolor. No Morumbi, dia 5 junho, Mário Tilico fez o gol que deu a vantagem ao time que seria bicampeão mundial nos anos seguintes. Quatro dias depois, o empate sem gols sacramentou o terceiro título brasileiro da história da equipe paulista.

Reencontro recente

Em 2021, as equipes voltaram a medir forças em um mata-mata de competição nacional. Pela terceira fase da Copa do Brasil, o Fluminense despachou o Bragantino, entretanto parou nas quartas, diante do Atlético-MG. No jogo de ida, Abel Hernández e o ídolo Fred encaminharam a classificação, no Maracanã. Em Bragança Paulista, Nenê abriu o placar, mas, por pouco, a equipe carioca não se complicou ao tomar a virada com dois tentos de Hurtado.

Para o duelo deste domingo, às 18h30 (de Brasília), no Nabi Abi Chedid, Fernando Diniz deve ter pelo menos seis desfalques. Marcelo, Lima, Thiago Santos e Felipe Melo estão suspensos, enquanto Nino e David Braz seguem se recuperando fisicamente. O segundo, aliás, voltou a treinar com bola na última terça-feira (17).

Fluminense eliminou o Bragantino nas oitavas de final da Copa do Brasil em 2021 – Mailson Santana/Fluminense FC

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