O claro esgotamento psicológico do Botafogo no Brasileirão, que chegou a liderar por 31 das 38 rodadas, teve seu fechamento nesta quarta-feira (6), quando o time perdeu para o Internacional por 3 a 1, acumulando 11 jogos sem vencer na competição que parecia muito próximo de conquistar. O técnico Tiago Nunes admitiu o que chamou de “destruição mental” nas rodadas finais, especialmente após o inacreditável empate com o Coritiba, na antepenúltima rodada, quando ainda podia ser campeão.

“A minha sensação é de frustração porque vim para cá com a ilusão de que poderíamos ser campeões, mesmo pegando o time em segundo lugar. Mas o jogo que culminou na nossa destruição mental foi o do Coritiba. A forma como as coisas sucederam naquele jogo, a gente não conseguiu mais resgatar esse astral do grupo, essa energia para competir contra o Cruzeiro e nem hoje (quarta-feira)”, disse.

Empate com Coritiba afundou moral do time, diz técnico – Foto: Vitor Silva/Botafogo

Mas Tiago, mesmo sem conseguir reconduzir o time para a liderança, seguirá no Botafogo em 2024, pois tem contrato em vigor. De acordo com ele, o caminho a seguir é semelhante ao do Palmeiras, campeão brasileiro, contando com um elenco mentalmente forte. Embora reconheça a experiência como um fator, ele aponta o equilíbrio como decisivo em um campeonato longo como o Brasileiro.

“Penso que o perfil de jogadores é importante, mas a questão não é a idade: é a experiência em o costume de competir em momentos de muita pressão. O campeão brasileiro é uma segue uma lógica há alguns anos, com o mesmo comando técnico. Esse tem que ser o nosso referencial. É preciso ter jogadores não só fortes, mas mentalmente resistentes. São muitos jogos e muitos desafios em uma temporada”, concluiu Tiago Nunes.

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